06/11/14

Despacho de Bruxelas.

Hoje, em Les Journées de Bruxelles, sobre o estado da União Europeia,  fui surpreendido por um aparente menosprezo bastante espalhado pelo presidente Juncker. Espanta-me a rapidez.
O homem faltou à primeira sessão dos trabalhos e o responsável do Le Nouvel Observateur, pela organização, bateu-lhe forte e feio. No tom "parece que não quer dizer ao que vem". A sala acompanhava. O conde Etienne Davignon, um clássico da alta roda europeia, explicou que Delors não pudera ir por motivos de saúde e arrancou à sala uma ovação para o melhor presidente de sempre. E depois mencionou o outro faltoso com um "o outro de que já não me lembro do nome". E a sala ria.
E depois foram muitos os remoques à descoberta hoje dos acordos secretos com grandes empresas, para efeitos fiscais, que Juncker terá feito enquanto PM do Luxemburgo, configurando um esquema de fraude fiscal desleal para os restantes Estados membros. Juncker, num ambiente apinhado de europeístas, parece não ter tido cinco minutos de estado de graça.
Isto começa mal.

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