08/06/14

a coisa pública e outras coisas que não têm nada a ver.


Na actual disputa dentro do PS parece notar-se uma diferença: Seguro apresenta-se como alguém que julga ter o direito a ser primeiro-ministro e não quer escolhos nesse caminho há tantos anos sonhado; Costa apresenta-se como alguém que, apesar das dificuldades, achou que tinha o dever de se disponibilizar como candidato dos socialistas a primeiro-ministro. Faz toda a diferença. A diferença entre uma ética de serviço público e uma auto-estima que não cabe na realidade.


1 comentário:

Jaime Santos disse...

Porfírio, não sei se Costa avança porque acredita que deve avançar e evita ao PS (e ao País) uma derrota eleitoral em 2015, porque aproveita a fraqueza de Seguro, ou uma combinação das duas. Francamente, isso não me interessa muito e espero que Costa tenha uma certa medida de ambição em conquistar o Poder (e não uma ambição desmedida), porque aqueles que declaram que o fazem por sacrifício ou são os falsos não-políticos da categoria de Cavaco Silva, ou os fracos que rapidamente soçobram. Mas a razão principal que me vai levar a votar nas primárias (se puder) será mesmo o facto de que Costa não é Seguro (independentemente das qualidades de Costa, que as reconheço e que são uma mais-valia)... E quando falo de Costa e Seguro, falo obviamente também das suas equipas...