11/04/14

Valentadas no país do vale-tudo.


O ex-deputado e ex-secretário de Estado Vasco Pulido Valente, tão valente que dá lições de cátedra às resmas a tudo o que seja político, certamente escorado na notável obra de representante do povo e de governante de que todos nos lembramos com suspiros saudosos, volta ao nosso convívio no Público de hoje. Percebe-se que as pessoas têm de fazer alguma coisa para ganhar a vida - e escrever com regularidade, para ganhar a vida, pode ser um exercício superior às nossas forças. Será que isso justifica todo e qualquer disparate do escriba?

O texto de VPV, hoje, começa assim: "Dia a dia, o PS vê o seu mundo cair. A revolução de Cuba e de Fidel de Castro é hoje a farsa da revolução 'bolivariana' de um demente chamado Chávez e do analfabeto e criminoso Nicolás Maduro, que levou a Venezuela à miséria e ao caos."

Meter aqueles personagens todos no "mundo do PS" não é apenas um desvario. Tenha-se a opinião que se tenha do PS, de Fidel Castro, de Chávez ou de Maduro - meter isso tudo no mesmo mundo é, simplesmente, uma desonestidade de quem já não tem o mínimo respeito pelo jornal que lhe paga nem pelos leitores que correm o risco de topar com ele.

A aldrabice não faz mal ao país apenas quando vem de banqueiros ou políticos.

2 comentários:

Francisco Clamote disse...

De facto, não tem outro nome. desonestidade.

Jaime Santos disse...

E dizer isto logo em relação a um Partido tão anti-comunista como sempre foi o PS. Não há mesmo pachorra para VPV!