05/01/14

"se não tem onde deixar a criança, arranje outro emprego".



Eu não vou explicar a história toda, porque outros já a contaram com todos os episódios. Deixo o link vindo de Aveiro, para o texto de Miguel Pedro Araújo: leiam e sigam os pormenores, ficarão a perceber como aquela frase foi dita a uma mãe que trabalha - neste Portugal que já foi de Abril.

Sim, o Portugal de Abril foi um país onde as pessoas tinham vergonha de ser tão más, tão despudoradamente más. Não conheço nenhum dos intervenientes, não há nada de pessoal em sublinhar esta história. Leio tudo como quem lê uma peça de teatro onde as personagens são tipos, não vizinhos concretos. Onde não se conta uma historieta, mas uma moral. Ficarão assim a saber que a língua portuguesa permite escrever barbaridades, permite mostrar o esplendor da desumanidade.

Leiam e façam os vossos cartões: precisamos conhecer os rostos dos nossos inimigos, dos bárbaros que nos invadiram pelas portas grandes, cheios de honrarias e títulos profissionais, para mais desprevenidos nos apanharem e destruírem.


4 comentários:

Anónimo disse...

Fiquei a conhecer a história pelo seu blogue e fui ver, mas o que li da Joana Latino e da Rita M. de carvalho e dos seus likes não é nada abonatório para ambas a chamar nomes e a pedir demissões.

A reclamação da Rita M. Carvalho naquela situação em concreto é parva e de quem pensa que é estrela, concordo em absoluto com a Fátima Rolo Duarte escreveu.

Eu mal li isto "O que Óscar Mascarenhas não sabe é que tenho mais seguidores no Facebook do que ele tem leitores da sua "páginazinha"." ou "E é assim que um "repórter de imagem", que se diz jornalista, se refere ao meu reparo sobre a minha odisseia "não posso entrar com a minha filha para a sala de imprensa para o Palácio de Belém"" fez-me lembrar o Henrique Monteiro à uns anos quando classificou o João Marcelino de "jornalista desportivo" num Prós e Contras.

Um comentário parvo numa situação que não tinha razão nenhum, bem pelo contrário, levou com um comentário excessivo, mas que tem alguns pontos que merecem reflexão e depois o que se passou a seguir foi culpa da própria. Levou a um ataque pessoal ao ""repórter imagem"" e depois queixa-se do mesmo? Se o que Óscar Mascarenhas escreveu é verdade, não vi nenhum desmentido, não abona nada para a jornalista em questão, melhor esta história não abona para ninguém.

Porfirio Silva disse...

Caro Anónimo, sugiro-lhe que vá verificar a cronologia dos acontecimentos. A RMF escreveu na sua página do FB e houve quem, aproveitando o facto de ser "amigo" dela no FB, usou as palavras dela nesse sítio para a atacar. E até houve quem aproveitasse a coluna de provedor do leitor de um jornal para atacar uma jornalista que não é desse jornal e sobre a qual não tinha nenhuma queixa dos seus leitores. Portanto, a sua história sobre a cronologia dos "comentários parvos" não me parece encaixar na cronologia dos factos. E estou cansado, mas cansado mesmo, de tanta incapacidade - ou será falta de vontade? - para distinguir o essencial do acessório (sendo, para mim, acessório, o plano dos protocolos e essencial o plano das pessoas e da dignidade humana.)

Anónimo disse...

Posso não ter sido claro, admito, mas acho que esta história é muito "acessório" onde só vejo parvoíces.

E os 3/4 envolvidos deixam muito a desejar quanto à "dignidade humana" e eu quis salientar que não havia "mauzões" de um lado e "santos" do outro. Figuras não públicas, mas em especial as públicas tem que ter mais atenção do que escrevem nas redes sociais.

Acho bem que se saliente as dificuldades que os pais trabalhadores muitas vezes vivem, mas naquele caso em concreto não me pareceu o melhor e a partir daí tudo descambou com um comentário excessivo e parvo (parte de procurar outro emprego e do processo disciplinar) mas que em algumas partes tem alguma razão.

Não será também "acessório" a questão "E até houve quem aproveitasse a coluna de provedor do leitor de um jornal para atacar uma jornalista que não é desse jornal e sobre a qual não tinha nenhuma queixa dos seus leitores." ? A Fátima Rolo Duarte diz que está nas suas competências, mas o Azeredo Lopes diz o oposto, sinceramente não sei, mas isso sim é para mim o "acessório".

E há pouco de "dignidade humana", a ser verdade, o comentário sobre o filho do Ronaldo que o OM reporta ""Imaculada concepção de África."" além de ter "likes" em comentários ofensivos e que defendem a demissão do OM e do MRC.

Cumprimentos e o desejo de um bom 2014.

Porfirio Silva disse...

Sim, também acho que há demasiada confusão do essencial com o acessório. O seu último comentário parece-me, aliás, um magnífico exemplo de confusão entre o essencial e o acessório.
Sendo assim, o melhor é ficarmos por aqui.
Também lhe desejo um Bom 2014.