19/12/13

História da Crise.


O meu amigo Rui desenha, pinta e escreve - e há muito tempo que junta essas coisas todas ao seu cepticismo para nos propor visões desafiantes do mundo que nos rodeia. Visões que, a mim, nunca me deixam indiferente: mesmo quando não concordo inteiramente com a "tese", reconheço o seu olhar clínico e sem condescendência sobre as nossas pequenas misérias.

Agora, o Rui acaba de disponibilizar um dos seus cocktails com o título "História da Crise". Tirando umas pequenas coisas de amador (que está ao seu alcance técnico melhorar), já fiz ao autor uma observação que aqui partilho, porque se dirige a um ponto que pode enviesar a recepção. Eu sei, porque conheço um pouco do pensamento do Rui, que a ironia está presente nas palavras desta peça, bem colocada em pontos estratégicos, mas, a meu ver, isso não é evidente a quem receba sem qualquer pré-conceito este objecto de intervenção. Não há marcadores de ironia! Bom, isso só pode tornar mais exigente a nossa própria recepção. Mas, afinal, isso não tem de ser mau.

Ainda por cima, pensar na companhia destas "pinturas de alma" que desfilam neste pequeno vídeo, é pensar com estímulo.

Aproveitem. E, depois, visitem o Homem do Farol lá na sua morada habitual.



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