05/10/13

da infelicidade da expressão.


«Passos diz que Machete teve apenas "uma expressão infeliz".»

O problema nunca é o que fazem. É sempre, "apenas", que não têm jeito para falar, coitados - porque os que sabem falar são os perigosos intelectuais.

O problema é que dobrar a espinha do Estado face aos poderosos de Angola não é uma questão de expressão, é um posicionamento político substantivo - e abominável. Esta gente habituou-se a ser subserviente e anda pelo mundo à procura de novos senhores para bajular.

Há quem talvez desse um bom ministro numa espécie sem linguagem.

2 comentários:

Jaime Santos disse...

Ele e as 'expressoes infelizes' e os 'mal-entendidos', como racionalizacoes para o que e obvio mas que requereria o imediato 'harakiri' politico da pessoa em causa, algo a que Passos neste momento nao se pode permitir (um Governo fraco fica agarrado aos seus membros fracos, se e que ha alguem forte nesta Pobreza Franciscana que da pelo nome de XIX Governo Constitucional). Quanto a questao de dobrarem a Espinha face aos poderosos (de Angola ou de alhures), era preciso primeiro que a tivessem, coisa de que duvido...

Anónimo disse...

Qual a culpa de um aluno carenciado para que, em razão das dividas fiscais dos seus pais, não lhe seja atribuída uma bolsa de estudo?

Se a um aluno carenciado, em razão das dívidas fiscais dos seus progenitores, é lícito negar uma bolsa de estudo, por maioria de razão aos sócios da SLN, sociedade detentora de 100 % do capital social do BPN, também poderá ser cortado alguma coisa…

Fosse eu aluno universitário, chamaria à razão o Governo com a discussão do que então cortar aos sócios da Sociedade Lusa de Negócios … nunca cotada em bolsa, holding de um grupo que se financiava no BPN, que muito provavelmente ficará para a história como a maior fraude da 3.ª República, em razão da sua magnitude cujo impacto nas contas públicas ainda hoje não é possível determinar completamente.