25/07/13

retrato do governo.



Há muitos anos li na revista semanal "Opção" (quem se lembra?) um conto, do qual ainda me lembro do acontecimento-chave. Apenas isto: um homem em cadeira de rodas está junto a um declive acentuado e pede insistentemente à pessoa que empurra a cadeira que o aproxime mais da beira, desprotegida, "para ver a vista", apesar da cautelosa resistência do cuidador. Chegado, afinal, junto da beira, impulsiona bruscamente as rodas para se lançar no precipício, ao mesmo tempo que, caindo, vai gritando como se em desespero, bem alto para ser ouvido pelos circunstantes: "tem pena de mim, não me empurres, não me mates".

Esta é a cena preferido do governo que temos.

3 comentários:

Anónimo disse...

Resta-me a dúvida se o fazem maldosamente, jogadores conscientes e sabedores das possíveis consequências da roleta russa em que se envolveram. São alucinados ou temerários? Quem sabe uma mescla dos dois?

Dri

laucc disse...

Para mim, não há a menor dúvida que os senhores do (des)governo sabem muito bem o que fazem e o que dizem. Expoentes máximos da psicopatia, a culpa nunca é deles e, repetir infinitamente mentiras despodoradas, é tática para as tornar verdade!

Porfirio Silva disse...

De psiquiatria percebo pouco.