27/05/13

Sócrates e a "intertextualidade" no comentário político.


Só hoje vi "a opinião de José Sócrates" (à hora a que passa em Portugal são 5 da manhã em Tóquio). E notei a pequena raiz de uma nova linha. JS usa a "rábula do comentador", que, originalmente, é uma peça dos Gato Fedorento a gozar com os malabarismos de Marcelo acerca do aborto, para tratar de um determinado assunto. Não interessa o assunto; interessa, como digo, a intertextualidade no comentário político: Marcelo foi, assim, subtilmente picado. Fica-se, engole - ou vai imaginar uma resposta tão subtil como a ferroada indirecta?

(Já agora: dos programas de comentário que tenho visto, este programa é aquele em que o/a jornalista salva melhor o seu papel de jornalista, não se deixando ser uma mera jarra. Parabéns a Cristina Esteves.)

2 comentários:

Anónimo disse...

Porfírio, não captei nenhuma mensagem subliminar! Será por me faltar subtileza tranversal (e acredito que sim) ou simplesmente porque nunca vejo o Marcelo? Provavelmente as duas coisas juntas:-)

Dri

Porfirio Silva disse...

Dri, não há subliminar, é tudo à vista, aqui.

(Eu também não vejo o Marcelo há séculos. Mas via os Gato Fedorento e, quando era preciso, via os gozados para perceber melhor as piadas.)

PS