13/04/13

os homens de Barroso andam por aí.


Notícias há que dão os "barrosistas" a querer preservar Miguel Relvas e a pretender que ele continue a ter um lugar de destaque no PSD. Se calhar, esse manter-se em jogo no tabuleiro nacional tem uma explicação: José Manuel ainda não estará certo de que consiga o lugar internacional pelo qual luta (talvez com mais afinco e método do que luta pela Europa, o que também não é difícil) e, assim sendo, ainda não desguarneceu completamente a frente portuguesa (porque ser candidato a PR pode ser uma alternativa, se todos os outros cenários correrem mal).

Tal como tem usado a sua posição na Comissão Europeia para espalhar pelo mundo, como embaixadores, amigos que, em pontos vitais da cena internacional, puxam o lustro à ambição barrosista de ser secretário-geral das Nações Unidas, o mesmo homem tem usado a mesma posição para espalhar amigos em Portugal. Não vou agora falar dos que se espalham pelos gabinetes ministeriais onde "ser da troika" ou "ser do governo" são condições difíceis de distinguir. Indo, de momento, por outro lado, vale a pena ler a notícia abaixo, publicada hoje no Expresso. Ela relata algo que nos deveria escandalizar acerca do chefe da representação da Comissão Europeia em Portugal.

Aliás, sobre o referido representante da Comissão Europeia em Lisboa, valeria a pena investigar como chegou ele a esse posto (aliás, valeria mesmo a pena investigar como chegou à própria representação da Comissão em Lisboa), que concursos passou (ou não passou) para ascender a essa posição - e, se chegou lá sem ter passado por nenhum concurso que o habilitasse a tal, como é que isso se explica. Indo mais longe em direcção ao passado, até se poderia ir investigar se, na sua qualidade de funcionário do "executivo comunitário", não terá cometido nenhuma falha grave nesse estatuto, especialmente à luz da sua ocupação como membro de uma espécie de "representação diplomática" no nosso país - a saber, figurar num órgão da candidatura presidencial do actual inquilino de Belém sendo funcionário no activo daquela instituição comunitária.

Enfim, histórias da rede do barrosismo - que não ficarão eternamente por contar.


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