19/12/12

ora agora danço eu.


Nuno Santos, ex-director de informação da RTP, queixou-se de que o Conselho de Administração da RTP lhe teria movido um processo disciplinar com vista ao seu despedimento por causa de declarações por ele prestadas no Parlamento. E depois queixou-se de que o Parlamento não protege os cidadãos que são lá chamados para serem ouvidos. (Já aqui escrevi sobre isso.)

Agora, Nuno Santos (o mesmo?!), depois de declarações dos seus antigos director-adjunto Vítor Gonçalves e subdirector Luís Castro na comissão parlamentar de Ética, diz que vai processar os “autores das difamações produzidas no Parlamento”. Mas, então, Nuno Santos já não está extremamente preocupado com a liberdade de expressão dos depoentes em audições parlamentares? Se ele pode processar A ou B por declarações no Parlamento, por que não há-de a RTP poder fazer o mesmo? Claro, há ainda uma diferença: um processo judicial não será secreto, como parece até agora ser o processo disciplinar movido pela RTP contra Santos. Mas, quanto à possibilidade de perseguir ouvidos no Parlamento, Nuno Santos esqueceu-se depressa das suas próprias dores. Um imbróglio que se adensa.

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