24/11/12

os prudentes nunca têm razão no momento.


Manifestantes no Egipto dispersados com gás lacrimogéneo.

Quando começaram as "primaveras" árabes, muitos dissemos que nada no mundo é a preto e branco. E que nem sempre o que vem a seguir a uma coisa má é necessariamente uma coisa boa. Não faltou quem clamasse horrores contra estes tipos prudentes, que logo se tornaram suspeitos de simpatia pelas ditaduras em apuros. Nessa vaga de entusiasmos sem cuidados, quem desconfiava e acautelava era um velho do Restelo.
Infelizmente, os prudentes sempre viram melhor no escuro do que os iluminados da vanguarda. Estes, aliás, perdem o pio com muita facilidade.

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