30/05/12

retratos de Portugal.


Está no sítio do Público esta notícia: Ministério Público pede destruição das escutas telefónicas que envolvem Sócrates.

De momento, essa noticia tem os seguintes comentários:

Devem ser publicadas e não destruidas
SE o MP manda destruir significa que são irrelevantes e não ofendem o atingido, assim e não havendo qualquer problema e para acabar de vez com as desconfianças da generalidade dos Portugueses as mesmasDevem ser publicadas com grande divulgação e transparencia e não destruidas nem manipuladas.

Porquê?
O Ministério Público pediu agora a destruição das escutas telefónicas feitas no âmbito do processo Face Oculta envolvendo o ex-primeiro-ministro José Sócrates, que escaparam à ordem de destruição do presidente do Supremo Tribunal de Justiça. Esta atitude não retira a ninguém que fiquem suspeitas sobre alguns actos imputados ao ex-primeiro-ministro, e que parece existir interesse que isso seja uma lamentável realidade. Alias, isto só vem provar que qualquer caso como este da Face Oculta nunca irá ter outro desfecho senão a prescrição, ou por outras palavras, nunca serão descobertos. É pena.

Onde está a democracia?
Não se deve fazer isso. Todas as pessoas envolvidas em crimes devem de ser punidas de igual forma. Que país, onde se protege pessoas obsoletas e hipócrita. Façam uma petição para se julgar os criminisos políticos, gestores entre outros, deste país. Vão para a praça pública. Reevindiquem pelos direitos de um verdadeiro estado democrático.

Vergonha
A procissão passa, e os malandros ficam... Qual o motivo da destruição das escutas???? contêm algum segredo de Justiça???? contêm elementos/informações confidenciais??? quais os motivos de não as quererem divulgar??? são portadoras de linguagem menos propria???? porque tantos segredos a volta destas escutas e destes SMS que envolvem o Face Oculta... Tenham vergonha e façam aos acusados politicos, para variar, um pouco de justiça...

(Foi preservada a qualidade literária dos comentários, bem como o "acordo ortográfico" praticado em cada caso.)

É um retrato bastante aproximado da democracia que temos, do povo que somos, da cultura democrática que foi pelo cano há muito tempo. Vivemos na completa inversão de valores, numa terra onde a noção dos direitos e dos deveres é uma questão de opinião pessoal e de ocasião, onde ladra quem quer e morde quem pode. E tudo isso tem sido alimentado por todos os poderes. Todos.


3 comentários:

Jaime Santos disse...

Porfírio, alguém disse um dia destes que a generalidade das pessoas está a um passo da barbárie e não tem qualquer apreço pelo conceito de Estado de Direito (nem sabem sequer o que isso é). Muitas nem sabem que a Lei proíbe escutas telefónicas ao PM se estas não forem autorizadas pelo (creio) Presidente do STJ e que portanto, a validade destas escutas como meio de prova de crimes eventualmente cometidos por José Sócrates seria nula. O que é triste é que os deputados da Nação lhes sigam as pisadas, como na recente Lei do Enriquecimento Ilícito. Como é que isto se resolve? Com Educação Cívica e dispondo de uma Justiça que seja igual para todos porque convenhamos, quantos casos é que se conhecem de crimes de colarinho branco que tenham resultado em prisão efetiva, mesmo quando os fatos foram dados como provados? E quando digo igual, digo também que não pode deixar que alguém seja frito em lume brando como Sócrates durante 5 anos, sem que não seja feita qualquer acusação...

Porfirio Silva disse...

Jaime, é pior do que isso: as caixas de comentários dos jornais, mesmo dos menos indecentes, estão cheias de gente que não tem pejo em falar ignaramente de qualquer coisa, sem um mínimo de informação, misturando tudo. As pessoas raciocinam em termos de "nós e eles", julgando sempre que o grupinho próprio é impoluto e todos os outros são uns sacanas e contra "os sacanas" vale tudo. Estado de Direito? Isso é uma invenção dos maus, como é evidente, já que não nos permite os métodos "expeditos"...

Jaime Santos disse...

Porfírio, os fascistas de serviço têm na Internet um meio sem igual para espalhar o seu azedume. E não uso o termo fascista como insulto, mas sim como descrição, porque penso que quem defende os 'métodos expeditos' não se distingue de fato dos camisas negras de Mussolini ou dos camisas castanhos de Hitler. Como diz Rob Riemen, não devemos ter medo de chamar os bois pelos nomes e tratar esta gentalha como aquilo que são: ressabiados, sedentos de poder e de vingança, alguns ainda a espumar de raiva pelo 25 de Abril e pela descolonização e sem qualquer apreço pela Liberdade, a não ser claro pela deles em dizerem tais dislates...