21/04/12

a senhora Kirchner será uma irresponsável nacionalizadora?


Ou será preferível olhar para vários aspectos da questão, em vez de nos concentrarmos no pavor das nacionalizações, como alguns fazem?

Argentina's critics are wrong again about renationalising oil. In taking back oil and gas company YPF, Argentina's state is reversing past mistakes. Europe is in no position to be outraged.

Neste artigo, Mark Weisbrot explica várias coisas com interesse: como é que a Argentina se ergueu das ruínas da "bondosa política" das instituições internacionais ao estilo FMI, como é que está há anos a seguir uma receita alternativa aos dogmas dominantes, porque é que a empresa petrolífera agora privatizada entra no xadrez de políticas de um país soberano que não quer deixar de o ser. Temos de considerar o significado concreto de tudo isso, em vez de entrarmos na onda de agitação alimentada pelos interesses privados em causa - que podem ser legítimos, mas não são exclusivos nem podem querer atirar para fora de cena os interesses mais vastos dos povos na sua situação histórica concreta.

1 comentário:

Maquiavel disse...

Tudo o que cheire a afrontar o grande capital é "maléfico". Pois claro.

É óbvio que Weisbrot tem razäo, e de que outras empresas privadas que näo roubaram o povo argentino nada têm a temer. Mas agrada aos donos do Mundo fazer crer que a D. Fernandez de Kirchner é um Chavez de saias. Os mesmos que näo tugiram nem mugiram quando as empresas públicas argentinas eram vendidas por 10% da valoraçäo que os compradores esperariam (a YPF, os comboios, etc.).

E depois é "lindo" ver que o Estado espanhol anda täo defensor de uma empresa privada, como näo defende as próprias empresas públicas. As públicas e as espanholas em geral... a Repsol tem apenas 25% de capital espanhol. Ao que chegámos: um estado ("Estado") a defender uma empresa privada estrangeira!