06/03/12

Pedro Nuno Santos ouvido na Grécia e arredores.


Pedro Nuno Santos fez, há tempos, o susto das boas almas de pacatos cumpridores que por cá andam, dos que pagam e não bufam, quando explicou (talvez com demasiada exuberância) que os aflitos devedores também têm armas.
Entretanto, (Grécia ameaça com default os credores que não aceitem perdão da dívida) os que, na altura, abriram tanto a boca de espanto que quase rasgavam os cantos do sorridente órgão, devem estar já a mandar telegramas de repúdio para a Grécia. Ou já perceberam que o mundo é mesmo assim?

2 comentários:

Jaime Santos disse...

O problema é que os bancos europeus que emprestaram à Grécia nas condições que se conhecem já reduziram a sua exposição à divída, a ponto do Ministro Alemão da Economia já ter dito que o Dia D (de Default, presume-se), mete cada vez menos medo. E entretanto, a Economia da Grécia colapsou. Ou seja, o tempo para ameaçarmos com um default do nosso lado provavelmente já passou (e teria que ter sido feito a seis nas instâncias europeias). Ou então o tempo para um retorno controlado às moedas nacionais no Sul da Europa, através da fixação da sua cotação dentro de uma banda larga em relação ao Euro, uma solução que provavelmente não desagradaria aos países do Norte, até pormos a casa em ordem. Portanto, agora o caminho é Austeridade até chegarmos à Argentina (abandonarmos a zona Euro por falta de alternativas, a Grécia deve estar a escassos meses disso)...

Porfirio Silva disse...

Não creio que a Alemanha e amigos queiram uma pequena zona euro. Querem ganhar eleições e ganhar tempo, depois tratam do resto. É essa, aliás, a esperança de Passos Coelho.