05/03/12

condomínios.



Le Pen: as salas não enchem, as sondagens não sobem, o dinheiro não entra.


A França tem uma longa história de truques procedimentais a influenciar o processo político. O exemplo que me vem mais claramente à cabeça é o do recorte dos círculos eleitorais que, em sistema maioritário (o vencedor leva tudo), teve durante muitos anos um rendilhado intencionado para prejudicar a esquerda nas legislativas.
Agora é a candidata da extrema-direita populista que corre o risco de não se conseguir apresentar às presidenciais, porque a candidatura depende da assinatura de notáveis (eleitos de vários tipos), apesar de a eleição ser universal e directa. Está bem de ver que abomino o papel político da casta Le Pen, mas isso não me impede de abominar igualmente que os sistemas políticos tenham tantos truques a proteger os que já estão sentados do lado de dentro da fronteira (ela mesma execrável, sempre que não sirva a abertura representativa do sistema) que separa o "reino do político" do "reino do social".

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