07/02/12

políticas do saber.


Boris Cyrulnik abre o livro-diálogo com Edgar Morin, Dialogue sur la nature humaine (Éditions de l'Aube, 2010), assim:
Eu acho que em termos de ideias, nós temos uma escolha. Ou decidimos ser especialistas, uma situação bastante confortável intelectualmente, porque basta acumular cada vez mais informações sobre um ponto cada vez mais preciso: acabamos então, como diz o dogma, por tudo saber sobre nada. Ou, então, decidimos ser generalistas, isto é, meter o nariz, um pouco de cada vez, na física, na química, na biologia, na medicina forense, na psicologia: acabamos, então, por não ser especialistas em nada, mas temos a melhor opinião sobre a pessoa em frente de nós e que chamamos homem. São duas atitudes, duas políticas do saber completamente diferentes...


Albrecht Dürer, Melencolia I, 1514

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