09/01/12

censura.


Vaticano censura livro sobre “diversidade familiar”.
Continua o Público: «Uma editora católica argentina foi obrigada a retirar do mercado um livro sobre sexualidade e diversidade das famílias. O seu autor, o pastor metodista Pablo Manuel Ferrer, defende que “a sexualidade é um desejo válido”.»

Como se aplicou essa "condenação"? Por carta do responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal norte-americano William Levada.

Censura é censura, uma prática que conhecemos das ditaduras. Não se trata neste caso, sequer, de reafirmar a "linha oficial" perante uma divergência no seio das hostes. Trata-se de impedir uma editora de ter à venda um livro, cujo autor nem sequer é católico, onde se expressava uma interpretação do Novo Testamento que difere da interpretação dos detentores do poder dentro da Igreja Católica.

Aberrante.

2 comentários:

Anónimo disse...

Como o próprio texto indica, trata-se de uma editora católica. Logo, sujeita ao Magistério. O catolicismo não é suposto ser democrático. Adere-se ou não à verdade revelada.

Porfirio Silva disse...

A "verdade revelada" é, cada vez mais, a teoria do momento que a cúpula da Igreja mandam que todos aceitem. É uma forma de ditadura/censura como qualquer outra.
Nem sempre foi assim: a liberdade de pensar nem sempre foi perseguida, mesmo no seio da teologia católica. A nova maneira, ditatorial, de "interpretar" a revelação é um estilo que o papado de João Paulo II inaugurou e que é actualmente usada para manter o controlo.
Claro, há sempre uns fervorosos católicos que acham que mais ninguém sabe nada de história do cristianismo e que tentam embarretar-nos com interpretações simplistas da "revelação".
A "revelação", mesmo para a própria Igreja Católica, é histórica e dá-se no "corpo colectivo" da Igreja; a revelação não é um "oráculo" a falar directamente para o ouvido do Papa; por isso, importa saber quais são as vias da revelação; só com menos "pensamento único" é que a "revelação" é compatível com a razão. É por causa destas entorses que muita gente acha que fé e razão são incompatíveis.