04/12/11

o regresso das milícias.


Há um movimento em Portugal a mimetizar os hackers internacionais e a prometer um crescendo de ataques informáticos. Dizem não ter medo das autoridades e estar numa "luta" contra o Governo e a corrupção.

Os hackers que atacam os alvos que lhes parecem representar "o mal" não são nada de substancialmente novo. São da mesma cepa que as "milícias populares" que, há anos, atacavam "ciganos ladrões" para "protegerem as populações". Não é por serem "informáticos" que estes hackers são menos primitivos, na sua auto-proclamação do direito a fazerem "justiça" pelas suas próprias mãos. É que essa auto-proclamação, além de arrogante, serve sempre - sublinho, sempre - para dar guarida a outros interesses menos nobres e menos publicitáveis. Entretanto, estou para ver o que sobre isto têm para dizer os dirigentes políticos que, na altura, se solidarizaram com as tais milícias populares. Eu continuo com a mesma atitude sobre o fenómeno, em qualquer das suas manifestações: repugnância.

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