17/11/11

um banqueiro de nome Santiago Malpago.

 (Foto daqui.)

Banksters. Ópera. Portuguesa portuguesa mesmo. Música de Nuno Côrte-Real, libreto de Vasco Graça Moura inspirado na peça "Jacob e o Anjo" de José Régio, encenada pelo cineasta João Botelho. Estreia absoluta no passado dia 18 de Março de 2011 no Teatro Nacional de S. Carlos.
Escreveu o compositor, aqui:
O herói, um banqueiro de nome Santiago Malpago, é visitado por uma estranha personagem, qual anjo ou demónio, cuja única missão é levar o grande senhor da finança à desgraça e desespero totais, abandonado, preso e humilhado por todos os que ainda antes lhe obedeciam e idolatravam. A estranha personagem, que surge disfarçada de jornalista conseguindo assim o acesso aos mais improváveis lugares e situações, responde pelo satírico nome de Angelino Rigoletto, e qual emissário de natureza divina, tudo sabe, tudo vê e tudo sente, de modo a que a queda do banqueiro seja a mais terrível e fatal, mas tão só porque deseja a mais bela e transcendente redenção para o herói deste burlesco engodo. Por último, uma breve menção à mulher do banqueiro, senhora da mais alta elegância, educação e hipocrisia, de nome Mimi Kitsch, fêmea de uma ambição desmedida e cruel, notável amante e grande orquestradora da queda do marido.São estas três personagens centrais que dão vida e cor à trama desta ópera (...).
Fomos a 22 de Março próximo passado. Parece que foi há muuuuuito tempo. Exigimos a reposição. A arte não é para ser actual?


(Vídeo Câmara Clara, encontrado aqui.)

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