21/11/11

pornografia.



Parece que o historiador Alain Fleisher pensa que a fotografia encontra o seu absoluto na pornografia.

Já a pornografia encontra o seu absoluto em outros domínios.

Philip Morris contesta lei australiana para retirar marca dos maços de tabaco.

O governo australiano quer que os maços de tabaco deixem de ser apelativos: deve desaparecer do pacote qualquer elemento de atracção, incluindo a marca, e ficar apenas um manto de fotografias nojentas de efeitos do consumo.
Posso não concordar com o maximalismo anti-tabágico, que por vezes me parece desproporcionado relativamente a outras substâncias perigosas que por aí andam com menos exposição aos cuidados públicos. Mas não suporto a arrogância de certas empresas: o seu direito a ganhar dinheiro parece-lhes acima da saúde pública. Acima de tudo, aliás. Essa é a grande pornografia deste tempo: querer que todos os debates sobre o bem comum sejam passados ao coador dos interesses comerciais.

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