05/11/11

a lógica sacrificial.


Os vigilantes da ordem pulam de contentes com o fiasco da proposta de referendo do PM grego. Quão tolos são. Papandreou fez lembrar que não há povo nenhum que possa ser massacrado indefinidamente. Como bom grego à moda antiga, lembrou que a democracia não é uma coisa natural, mas sim uma construção difícil e delicada. E a Merkozylândia não voltará a ser a mesma depois deste susto. Todos os aflitos temos a ganhar com isso, razão suficiente para não bolsarmos para cima do único tipo que lembrou o óbvio esquecido. Claro que Papandreou foi desajeitado, mas não mais desajeitado do que Merkel, Sarkosy e Barroso na gestão de tudo isto. Claro, os técnicos da gestão de rebanhos só gostam das maluqueiras dos banqueiros, não gostam nada da "maluqueira" de lembrar que o povo poderá votar. E depois queixam-se da rua.
Vamos ver em que altar arderá Papandreou.

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