13/10/11

Amanda Knox digital.



Muito se escreveu já sobre o "caso" Amanda Knox, a jovem americana condenada a mais de vinte anos de prisão em Itália pelo assassinato da ex-colega de casa, a inglesa Meredith Kercher. Knox veio recentemente a ser libertada em sede de recurso. Nada tenho a dizer sobre a culpabilidade dela, ou sobre o desfecho que tudo isto terá, muito menos sobre "a verdade" do caso. Mas vale a pena tentar perceber como estes casos espelham certos movimentos da nossa forma actual de processar a vida, às vezes sem nos darmos conta.
Richard K. Sherwin escreve o seguinte sobre o "julgamento digital":
Menos discutida do que as provas de ADN suspeitas é se uma animação gráfica digital que também contribuiu para a incriminação de Knox. Nas suas alegações finais no julgamento, o promotor Giuliano Mignini, de Perugia, passou uma simulação gerada por computador que mostrava um avatar de Amanda a matar um avatar de Meredith. A simulação terminava com uma foto sangrenta do corpo de Kercher na cena do crime. A animação parece agora ter sido uma mera fantasia, uma versão animada da teoria do promotor, apresentando Amanda Knox como uma femme fatale louca por sexo, "Foxy Knoxy", como os tablóides britânicos lhe chamaram, um "diaba", como muitos jornalistas europeus escreveram, apropriando-se da frase do promotor.

Na íntegra aqui: The Digital Trial.

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