16/06/11

o grafito


Em qualquer cidade por onde ando vou sempre atento aos grafitos, especialmente os que denotem alguma especificidade local. Em alguma cidades mais "limpas", os grafitos são empurrados para as margens, o que significa que a deambulação tem de nos tirar do centro para encontrarmos alguma coisa relevante. Foi também isso que me aconteceu na recente ida a Cracóvia. Este apontamento é para notar uma técnica que não conhecia.
Este bicharoco aparece em duas paredes que estão a uma certa distância, metade em cada uma. O conjunto do bicharoco só se vê colocando-nos numa certa posição. Deste modo, o grafito organiza o espaço de uma forma específica. Pede-nos uma certa colocação, uma certa atenção, para se deixar ver organicamente: duas metades aproximadamente justapostas.



Entretanto, eu gostaria de ver experimentada uma variante desta técnica: usando metades de tamanhos (adequadamente) diferentes, a perspectiva induzida pela distância daria ao passante, apenas se ele se colocasse num ponto exacto, um bicharoco perfeito com duas metades igualmente dimensionadas (por efeito das distâncias relativas). Estará isto presente neste exemplo de algum modo que me escapou? Ou, de facto, este autor não explorou esta possibilidade?

2 comentários:

António P. disse...

Boa tarde Porfírio,
Estive em Cracóvia lgo a seguir à queda do muro...ainda não havia grafitos :)
Gostei da questão que levantas no último parágrfo. E não te sabia esxpert nesta área :)
Abraço

Porfirio Silva disse...

António, não sou expert, sou apenas "amante", amador.
Abraço