14/05/11

tesourinhos da decência nacional

Parece que o jornal Público agora tem um sistema para filtrar comentários. Parece que o objectivo é que só sejam publicados comentários decentes. Parece que o filtro é humano: jornalistas que lêem os comentários e só deixam passar o que é limpo.
Então, vejam este exemplo do que é limpo nos critérios do Público.
Comentário decente que passou o filtro humano do Público: "Só cá é que ninguém faz uma espera destas ao Pinóquio."
Um lamento, portanto. Que passou o filtro do Público.
Exemplar.



5 comentários:

الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن disse...

Indecência se o homem estava a chamar Pinóquio a nosso sócrates enganou-se

nem o homi é de madeira nem o nariz lhe cresce quando mente

de resto nem mente apenas se contradiz

nosso sócrates contradiz-se porque nunca fala a sério

é um brincalhão nosso sócrates

é carnaval ninguém leva a mal
e TODO O MUNDO se diverte

joshua disse...

Porfirio, candidata-te a filtro.

Porfirio Silva disse...

É sempre muito ilustrativo ver quem apanha boleia do tipo de "comentário" que denuncio neste post. Aliás, uma das razões pelas quais mantenho esta caixa de comentários é esta: há pessoas que se revelam muito autenticamente nos comentários que aqui deixam.

Banda in barbar disse...

É sempre muito ilustrativo ver quem apanha boleia do tipo de "comentário"

que denuncio.....nem por isso poderá haver alguém com orientações políticas

mas a net e os comentários e os posts são tal como as ideologias e os
lemes/memes partidários

são notoriamente comportamentos ritualísticos com pendores obsessivo-compulsivos

para alguns é um jogo intelectual ou intelectualóide

para outros uma doutrina

há que ter um pouco de sentido crítico

ganhe quem ganhar dificilmente poderá retardar o fim mais do que 5 ou 9 anos

revelar dificilmente alguém com 2 dedos de testa se revela em blogues ou na vida real

adolescentes de qualquer idade excluidos
e jovens agricultores quarentões

é uma opinião não um dogma....

Porfirio Silva disse...

Uma espécie de comentário a fazer de conta que sabe imitar linguajar surrealista não deixa de ser o que é só por ter essa forma.
Um "jornal de referência" deixa passar, numa caixa de comentários "moderada", um elogio, ou um quase apelo, à violência política. Contemporizar com isso, por muita máscara que meta pelo meio, é uma pulhice. E levar a brincar pulhices desses género não é muito diferente da pulhice de primeira mão.
Contrariamente ao que o relativismo reinante quer dar a entender, não vale tudo. Nem tudo tem graça. Nem tudo é admissível. Quem não percebe isto - não é bem-vindo aqui. Tão simples como isto.