19/04/11

procura-se, vivo ou morto


De 1991 a 2011 vão estes anos (conto devagar, para pessoas com mais dificuldades em usar os dedinhos das mãos): 1991, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2011. Qualquer coisa como vinte anos. Entre a primeira e a última data, só para dar o meu caso pessoal, vivi no estrangeiro por três períodos diferentes, fiz um mestrado e um doutoramento, publiquei três livros. E envelheci vinte anos. É muito tempo para qualquer pessoa. Mas isso não inibe estas tolices primárias. Deve ser escrita de querubim, espécime de uma espécie de seres que, como se sabe, têm outra escala temporal.
(O problema dos querubins, contudo, é outro: não vivem numa comunidade política, razão pela qual nunca tiveram que aprender que nem tudo o que troa é argumentação.)

1 comentário:

Anónimo disse...

off topic
As correrias dos reporteres televisivos atrás dos tipos do FMI fizeram-me pensar momentaneamente que o Sporting ou o Benfica tinham contratado algum futebolista sonante´. E mesmo quando não reconheci nenhum sinal que confirmasse os traços caracteristicos da espécie naqueles individuos discretos e já etariamente disfuncionais para a função, todo o frenesim que os reporteres emprestaram aquelas encenações fizeram-me crer que estava iminente a sacramental pergunta "O que pensa do clássico de amanhã? Quem acha que vai ganhar?"