26/04/11

não há nada de errado com os trabalhadores portugueses


Ricardo Reis, Professor de Economia na Universidade de Columbia:
Aprender mais e melhor é muito importante. Mas nesta tentativa de encontrar razões que expliquem esta fraca produtividade percebi que é preciso apontar o dedo à gestão. Um estudo de dois investigadores ajuda-nos a comparar a gestão portuguesa com a de outros 17 países. Uma multinacional americana baseada em Portugal é muito mais produtiva do que uma congénere nacional. Não há nada de errado com os trabalhadores portugueses - eles são simplesmente mal geridos.
Uma das respostas da entrevista ao suplemento Economia do Expresso, edição de 22 de Abril de 2011.

8 comentários:

Anónimo disse...

Essa não foi a Universidade que atribuiu a Sócrates o título de "Engenheiro Civil por Coimbra"? Esquecendo-se do detalhe de a ordem dos Engenheiros não o ter validado?
Rodrigo

Porfirio Silva disse...

Rodrigo,
Este seu comentário é de mestre: seria difícil fazer um melhor compacto de tolice.
Primeiro, não sei qual é a sua ideia do que é uma universidade, mas deve estar demasiado habituado a tascas pequenas onde toda a gente fala pela boca do taberneiro. Só isso pode permitir compreender que tenha a pretensão de julgar o trabalho de um professor dessa maneira. Não julgue toda a gente pelas bitolas que conhece.
Segundo, o seu comentário é uma "sopa da pedra" de muitas tolices que por aí têm andado: mistura tudo, põe ao lume e, quando já não distingue os ingredientes, publica. Uma vez que tenho mais que fazer do que explicar-lhe a história toda desde pequenino, a começar na diferença entre engenheiro técnico e engenheiro, deixo-lhe apenas uma amostra das destrinças que deveria fazer para não dizer tantos disparates: alguém conhece esta universidade? . Sirva-se à vontade. Só gostava de saber se tem consciência das amálgamas que faz ou se simplesmente é um consumidor de mistelas que nem se dá conta quando "Maria vai com as outras".

ricardo schiappa disse...

por acaso tem um link para a entrevista? ou um link para o estudo mencionado? é o do Bloom e Van Reenen? parece-me um comentário bastante interessante e gostava de ver os dados...

Porfirio Silva disse...

Ricardo, li em papel e, tendo procurado, não encontrei link no sítio do Expresso. Com pena minha, já que também queria mais info, junto à entrevista não encontrei nada mais.

ricardo schiappa disse...

ok, obrigado de qq forma.

do que está escrito, o meu palpite é que a referência seja a este artigo:

J. Econ. Persp., 24 (2010) 203
Why Do Management Practices Differ
across Firms and Countries?
Nicholas Bloom and John Van Reenen

Porfirio Silva disse...

Obrigado pela referência.

Anónimo disse...

Eu não sei exactamente que parte de "degree on civil engineering" é que o Porfírio não compreende do CV em apreço. Mas sugiro-lhe que compreenda que no mundo anglo-saxónico entre Engenheiro-Técnico e Engenheiro é demasiado subtil (e o nosso estimado ainda PM não se coibiu de assinar como Engenheiro, quando na realidade era ...Engº Técnico). E saltando poçinhas entre Universidades.
Isto são factos. Deixe-me que lhe diga que o ridículo é pretender ser o que não se é: nenhum requisito um PM a ser licenciado em coisa nenhuma. Só em países como Portugal. Mas a mania de querer parecer Dr. ou Engº quando não se é, leva a lapsos destes do nosso PM.
Diz muito dele, e muito da sociedade que valoriza os títulos em prejuízo das competências.
Rodrigo

Porfirio Silva disse...

Rodrigo,
(1) Diga-me, como é que se referiria a um diploma de engenheiro técnico em inglês? Gostava de saber, até porque reconhece que "no mundo anglo-saxónico" a distinção é demasiado subtil - mas não parece perceber o alcance das suas próprias palavras
.
(2) Depois, a referência a um grau académico não tem nada a ver com o reconhecimento pela Ordem: uma qualificação académica e uma habilitação profissional são coisas distintas. Por exemplo, pode ser jurista sem ser advogado. Mas isso para quem só está interessado na propagação do insulto, é demasiada subtileza.
(3) Só uma pessoa mal informada é que, hoje em dia, fala de obter diferentes diplomas em diferentes universidades como "saltando pocinhas entre universidades". (Nem relevo o facto de escrever "poçinahs", com ç, porque pode ter sido gralha.) O que é criticável, do ponto de vista dos padrões internacionais, é que se fique sempre na mesma universidade. Que se mude é valorizado. Até as avaliações internacionais do nosso sistema de ensino superior andaram anos a sublinhar isso. Mas o Rodrigo tem uma nova teoria - e propala-a como se soubesse do que fala.

Rodrigo, não se gaste tanto a fazer defesas dos seus ódios de estimação: quanto mais fala, mais se vê que é apenas isso - e que fala de cor.

Mas o mais grave nem é isso: como se vê pelo seu primeiro comentário, o conteúdo do post não lhe interessa nada. Só lhe interessa voltar sempre às velhas novelas. Há gente para quem os problemas do país não interessam nada, apenas as suas guerras de alecrim e manjerona.

Seja feliz e dedique-se a coisas que levem a algum lado.