15/03/11

"ir ao pote"


Em entrevista a Judite de Sousa (17-02-11), querendo sublinhar que o PSD não tem pressa de chegar ao governo, Pedro Passos Coelho disse: "O PSD não está cheio de vontade de ir ao pote". Tal declaração, a denunciar uma estranha mentalidade acerca do que é o poder em democracia, tem sido muito glosada - naturalmente. (Pode ver e ouvir aqui, por volta do minuto 12.)
Agora, tentando virar o bico ao prego, vem este blogueiro dizer que é "a socrática malta do costume" que quer ir ao pote. Afonso Azevedo Neves acha que esses tais socráticos assim "revelam mais sobre o que pensam sobre o Estado e o país do que deveriam". Identificada a fonte da expressão "ir ao pote", Afonso Azevedo Neves haverá de dizer agora que isso "revela mais sobre o que Passos Coelho pensa sobre o Estado e o país do que deveria". Se não o fizer, confessa ipso facto uma lamentável desonestidade intelectual.

5 comentários:

LOUVA A GREVE PERMANENTE EM DEUS disse...

foi um deslize

como este das
sobre as postas aqui publicadas.

aparentemente é um deslize freudiano

sobre as postas de erudição

prontas para o consumo

é do norte ir ó pote tem significâncias várias

bom vou-me que tenho de ir ao pote

ariel disse...

Gabo-lhe a paciência, Porfírio.

:))

Porfirio Silva disse...

ariel,
As coisas importantes são importantes.
As coisas pequenas são ainda mais importantes.
Nós falhamos, como pessoas e como sociedade, é nas coisas pequenas.
"O diabo está nos detalhes", lembra-se?

Saúde.

ariel disse...

Penso que não me fiz enender, Porfirio, os "detalhes" são importantissimos, o que acho é que com certa gente nem vale a pena discutir. Mas talvez seja de mim, vou para velha e já me falta a paciência...

Abraço

Porfirio Silva disse...

Percebo melhor, agora. Eu por vezes tenho falta de paciência, mas outras vezes acho que é capaz de valer a pena mostrar a certas pessoas, que andam tão entretidas com a política que ficam muito apressadas, que há quem não engula qualquer patranha e preze uma certa limpeza de meios. Não desprezo ninguém por causa de divergências políticas - e só o desprezo me faria topar com uma coisa daquelas e calar-me.
Outro (abraço).