08/03/11

exactamente



8 comentários:

Anónimo disse...

Bem suponho que comentar este post passa por comentar o que diz um dos tudólogos da nossa praça, o Miguel Sousa Tavares. Ora, se o caro Porfírio for ao Expresso de há duas semanas tem um artigo do MST a explicar, numa rara lucidez, que ele, MST, não emprestaria dinheiro ao Estado português. E por isso compreende que outros não emprestem ou peçam juros altos.
Eu como nunca achei MST um tipo coerente pergunto-me se o Porfírio acha? É que agora ele culpa uma canção festivaleira de os contribuintes alemães não quererem ir emprestar a Portugal depois de ouvir isto. Em que ficamos?
Eu também não emprestava dinheiro ao Estado Português, com ou sem homens da luta. O MST tinha declarado que não emprestaria. Porque devem os alemães ser diferentes?
E já agora, o Porfírio Silva emprestava?

Porfirio Silva disse...

Anónimo das 17:37,
Este país está cheio de malta que não emprestava nada ao Estado português - mas que entretanto se agarra a qualquer tostãozinho que pingue desse mesmo Estado.
Sim, eu emprestava. O juro é bom, não lhe parece?

Anónimo disse...

Não, honestamente. Como o MST não achava. O juro está subvalorizado pelas intervenções maciças do BCE em mercado secundário nos últimos meses para comprar dívida. Evitando que subam mais. Além ser uma violação dos objectivos estatutários do BCE, é insustentável.
Um juro bom incorpora um prémio de risco. A diferença do juro das OTs portuguesas face às germânicas (e muitas outras) resulta precisamente dessa percepção de risco. Ao baixar o juro intervindo no mercado, o BCE distorce a avaliação do risco, pelo que de facto não acho que o juro seja bom.
O erro é presumir que o juro só remunera o capital pelo tempo emprestado. Remunera capital e risco percebido. E o risco associado a Portugal está subavaliado pelas intervenções do BCE.
Não as vai negar, suponho? O MST, que aqui elogia, pensava exactamente o que lhe digo acima, como pode verificar lendo o penúltimo Expresso. Caderno principal.

Uma nota breve: não tenho por hábito ameaçar fisicamente ninguém, e lamento se lhe fizeram isso. Prefiro discutir argumentos. Eu não uso gmail. É crime? Repare que parto da boa fé de presumir que se chame Porfírio Silva. Isso prova algo?

Porfirio Silva disse...

Anónimo das 18:05,
Eu coloquei um vídeo do MST, certamente por achar relevante o que ele aí diz. Isso não significa sequer que eu esteja de acordo com tudo o que ele diz neste vídeo. Mas Vexa. cita artigos e mais não sei quê do MST e quer conversar comigo como se eu fosse o MST ou como se eu pertencesse a alguma religião em que o MST seja o deus ou o sumo sacerdote. Eu não sigo cartilhas, muito menos sou clone de quem quer que seja. Custa-lhe a entender isto?
Se precisa de boa-fé para acreditar que eu sou o Porfírio Silva, que a boa-fé lhe faça bom proveito. Não vou gastar tempo a explicar-lhe que o mundo não começou quando o Anónimo das 18:05 cá chegou. Nem o mundo, nem eu, nem este blogue, nem as outras coisas que por cá tenho andado a fazer, nada disso apareceu de chofre quando Vexa. apareceu neste canto da Lusitana blogosfera. Custa-lhe a acreditar? Santa paciência.

Anónimo disse...

Suponho que poucas vezes ouvi algo de mais arrogante: a sua resposta implica que toda a blogosfera lusa saiba que existe um "Porfírio Silva" e que este blogue existe?
Até pode ser verdade, mas não deixa de ser uma belíssima forma de desmotivar qualquer diálogo. Eu confesso que o desconhecia a si e ao blogue, antes do Público lhe dar os holofotes (que não sei se busca).
E não, a técnica de desviar o assunto do risco da dívida (muito para além dos cancioneiros da luta) não pegou. É que não respondeu à pergunta do riso, pois não?
Suponho que por isso, sob a usual ideia de que lhe querem bater censure o comentário. Be my guest.

Porfirio Silva disse...

Oh Anónimo das 19:39, Vexa. acha que só por boa-fé é que assume que eu sou o Porfírio Silva - e depois diz que eu é que sou o arrogante. Arrogante é o Anónimo das 19:39, que pensa que a ele, mal aqui chegado, é que cabe "ter a boa-fé" de admitir que eu sou quem sou. Isso é como chegar à Rua da Betesga e dizer "sei lá se isto é a Rua da Betesga, se calhar foi um tipo qualquer que colocou ali a placa". O mundo, para existir, não pede licença aos circunstantes. Uma pessoa vem aqui, como Anónimo, e ainda acha que por sua muito boa-fé é que admite que eu seja quem sou ? O que lhe quis dizer, e repito, é que isso não tem pés nem cabeça: estou bem identificado, há muito tempo, coisa que não depende da sua boa-fé. Só a sua arrogância é que poderia enganar-se nesse ponto.

Quanto ao assunto da dívida, não fugi a assunto nenhum. Se fizer algum comentário a algum post que eu escreva sobre isso, respondo-lhe. Fora isso, acho muita arrogância da sua parte vir para aqui querer fazer a agenda do meu blogue. Tem todo o direito de editar um blogue (é gratuito) e escrever lá o que quiser. Agora querer obrigar-me a comentar não sei quantos artigos do MST sobre um assunto X, acho um abuso.

Quanto à censura, não julgue os outros por si.

Zuruspa disse...

O MST também já está datado.
Cheira a mofo e a tabaco rasca.

Fico muito feliz por ele mandar estes bitaites, se gostasse da cançäo é que eu achava estranho!

Porfirio Silva disse...

Alguém aí sabe o nome daquela técnica que consiste em atacar a pessoa em vez de discutir as suas ideias?