22/03/11

campanha eleitoral


Olhando para o PEC apresentado ontem no Parlamento, uma coisa salta à vista: o governo não está em campanha eleitoral. Poderá dizer-se o mesmo de todos os agentes políticos relevantes?

4 comentários:

Anónimo disse...

Claramente:
1) O PR (em que não votei) não está em campanha eleitoral. Primeiro porque não precisa. Segundo porque nunca gostou tanto assim no partido e muito menos de Passos Coelho. Terceiro porque está em silência que é o seu "estado normal de múmia" (com o devido respeito institucional). Já como PM ele sempre preferiu estar calado. Falar cansa.
2) O PSD. Recusar este PEC era obrigatório a partir do momento em que (diz Jean Claude Junker, presidente do Eurogrupo) foi apresentado como um compromisso do Estado Português, e contém medidas com que o Governo não tem poder para dar como certas sem aprovação legislativa parlamentar. Ademais, continha medidas contrárias ao acordo firmado em matéria orçamental (mormente no que respeita a benefícios e deduções fiscais).
3) Alguma vez o BE deixou de estar em campanha?
4) Um governo, já agora, não é suposto fazer campanha. Um partido sim. Ora o comunicado (longo como sabe Deus) de Jorge Lacão ontem, não pode lato sensu ser interpretado como campanha?

Finalmente, a premissa deste post é que medidas governativas impopulares não se apresentam em campanha. Isso é um visão instrumental do poder para eleição ou reeleição de um partido. Não é defeito exclusivo do PS (infelizmente), mas é elucidativo que o Porfírio assuma a premissa que assume - que tem implícita a possibilidade de um Governo em campanha, como coisa normal.
Saudações,
Luís, s.j.

Porfirio Silva disse...

Luís, Vexa. escreve demasiado para ter tempo para pensar naquilo que escreve. O post é "uma espécie de resposta" a acusações que por aí andam. Andam, por exemplo, no seu ponto 4, que serve assim de espécime do que justifica o post.

(Questões de intendência: já avisei antes que a caixa de comentários é para comentários ao post em causa, não um espaço alugado por zero euros para quem quiser falar do que lhe apetece. Não tome a tolerância passada como promessa de tolerância futura.)

Anónimo disse...

Sempre tive por certo que a facilidade em fazer juízos é inversamente proporcional à precisão dos mesmos. O Porfífio acha que em duas linhas de post dá resposta a não sei bem quem. E acha que em poucas palavras dá resposta a quem se deu à maçada de contrariar o seu post: há de facto muito, agentes que não estão em campanha; um Governo é que nunca deve estar.
Quanto à natureza autoregressiva dos seus critérios de tolerância ou censura poderem sofrer quebras de estrutura e serem alterados, registo o nervosismo implícito. São tempos difíceis pelas suas bandas políticas, imagino.

Porfirio Silva disse...

Os tempos podem andar difíceis para as minhas bandas políticas, apesar de eu não costumar andar em "banda", nem em "bando" - mas nos "tempos difíceis" acompanho o país. E parece que, mesmo assim, estou menos nervoso do que certos anónimos que parecem querer vincar que são de outras "bandas políticas".
Agradeço, entretanto, que ninguém se dê "à maçada" de comentar os meus posts: a não ser que seja pago para vir aqui comentar, o que posso compreender porque a vida está difícil para todos, nada o obriga a tal maçada. Ainda deve ser maior a maçada se não compreende o que escrevo e tem de se limitar a repetir o que tinha sido escrito antes.