07/03/11

ainda a música de intervenção e as revoluções que não se fazem por 60 cêntimos + IVA por chamada


Hoje ao almoço, a M.M., tendo lido este meu post (sequela deste), alertou-me simpaticamente para o facto de "Era um redondo vocábulo" ter, a seu tempo, gerado uma discussão acerca de "se aquilo ainda era música de intervenção". Claro, M., respondi-lhe: escolhi de propósito o redondo vocábulo à espera que alguém me dissesse "pois, tu querias era música desta como música de intervenção, pois com 'intervenção' desta os teus amigos do poder estariam à vontade, já que ninguém percebe nada do que tal música intervenha". Como imaginam aqueles que sabem quão malévola é a minha mente, estava mesmo à espera que me dissessem isso, para responder... Ninguém mais disse coisa nenhuma.
À M.M. respondi que, não fosse aquela a intenção, teria escolhido "Os Vampiros", bastante mais evidente. Mas, afinal, se calhar escolho "Menino do Bairro Negro".



3 comentários:

Anónimo disse...

Porfírio, curiosamente «Um redondo vocábulo», foi escrito em Caxias, quando José Afonso lá esteve detido, em isolamento, entre final de Abril e 21 de Maio de 1972

one hundred trillion dollars disse...

as revoluções não se fazem com música
e quando há acompanhamento musical
é geralmente muito mau

logo os ditos cujos são adequados

Porfirio Silva disse...

Fazem-se também com música, as revoluções.