02/12/10

vamos lá então discutir de novo o cumprimento do acordo sobre a progressão do salário mínimo


Banco de Portugal diz que salários cresceram muito menos do que se pensava. Vem no Jornal de Negócios:
Os salários em Portugal podem ter crescido menos do que se pensava e do que se constata através da análise das estatísticas oficiais. A conclusão é do Banco de Portugal, que levanta dúvidas em relação à metodologia actualmente utilizada para apurar o peso das remunerações no total da economia.
A dúvida foi inicialmente colocada em Maio pelo então governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. Numa apresentação pública, o actual vice-presidente do BCE apresentou uma série estatística para os custos unitários do trabalho (CUT) que não batiam certo com os números do INE – precisamente os que são posteriormente utilizados nas bases de dados europeias.
Comentário do jugular João Pinto e Castro:
Logo, ao contrário do que tem sido repetidamente afirmado pelos tele-economistas, não teria havido nenhuma perda significativa de competitividade por via dos custos salariais. Ou seja, durante anos a fios foi defendida uma política de contenção salarial com base em estatísticas que, aparentemente, se verifica agora estarem erradas. Desconfio, porém, que esta notícia não abrirá os telejornais de hoje.
Espero que este conhecimento não seja desperdiçado.

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