30/12/10

Marco António no funeral de Júlio César


Cavaco criticou a administração do BPN nomeada após a nacionalização deste banco. (Público)

Joseph L. Mankiewicz adaptou (1953) o Júlio César de Shakespeare. Uma cena notável dessa peça/filme é o discurso de Marco António ao povo depois do assassinato de Júlio César. Brutus, um dos conspiradores que tinham dado morte ao César, já se apresentara à multidão para justificar o acto. Marco António, crítico de tal gesto, é autorizado a falar de seguida, mas, sabedor de que tinha as massas contra si, adapta o discurso às circunstâncias. Não deixa, contudo, de perseguir o seu objectivo de levantar o povo contra os responsáveis por aquele acto que considerava iníquo. Para ir de um ponto ao outro, para levar as massas desde um estado de espírito contrário até uma disposição favorável à sua posição, tem de fazer um longo caminho de persuasão. É por isso que este discurso é uma notável peça de retórica, aqui encarnada por Marlon Brando.
Este discurso deixa perceber por que a retórica é uma disciplina.
E deixa perceber certas coisas sobre o povo e a política.
Que cada um extraia as suas conclusões.



2 comentários:

Anónimo disse...

A retórica tem uma grande ajuda de Marlon Brando um actor de nível excepcional.
Gostei de ler o excerto do discurso de Álvaro Cunhal mais actual não podia ser.
Aproveito e desejo um bom ano novo.

Francisco Cavaco

Porfirio Silva disse...

Caro Francisco, um Ano de 2011 que saia melhor que as encomendas, é o que te desejo... e a mim também!
Abraço.