07/10/10

o pobre debate


Críticas às medidas de austeridade. Assis só não fala de Seguro para não “abrir um conflito”. Francisco Assis garante que "no essencial" o PS está unido.

O estado do debate nacional é conhecido: há uma absoluta incapacidade de "conversar" sem "desconversar". Todas as divergências são sempre tomadas como definitivas. Foge-se ao compromisso como o diabo da cruz - e faz-se gala dessa tara. Rasgar é que é bom, desde os tempos da outra senhora. Para desgraça nossa, isso não se passa apenas entre partidos, mas também dentro dos partidos. Continuam a prevalecer os que pensam que o país deve ser governado por exércitos de silêncios, que não sabem como debater na praça pública sem arremessos nem populismos. Seguro faz umas sugestões que douram o seu brazão a pensar em batalhas futuras, mas não coloca sumo nenhum na conversa, como se as suas responsabilidades institucionais não lhe pedissem mais. Assis não fala de Seguro, parece que por temer dizer ao país cobras e lagartos do seu camarada de bancada. E acha que no essencial o PS está unido. Concordo - mas depende do que é o essencial. Uma coisa eu sei: assim, o que é essencial para o PS pode deixar de ser essencial para o eleitorado. E, em democracia, o eleitorado espera mas nunca falha. Mais cedo ou mais tarde.

4 comentários:

lima disse...

De: ACÁCIO LIMA
Enviada em: quinta-feira, 7 de Outubro de 2010 09:07
Para: ANA CATARINA M. MENDES; ANTÓNIO DORNELAS; HELENA VILAÇA; PAULO PEDROSO; PEDRO ADÃO E SILVA
Assunto: OS CÃES DA MINHA EX-MULHER

OS CÃES DA MINHA EX-MULHER

01- ANTÓNIO JOSÉ SEGURO ESTÁ COM PRESSA DE IR PARA O GALINHEIRO E ASSENHORIAR-SE DO POLEIRO DO GALO.
RAPOU DA TROMBETA, PERCORREU RUAS E VIELAS, E ANUNCIOU A MORTE DO REI, EMBORA O ÓBITO NÃO TIVESSE AINDA ACONTECIDO.

02- O ANTÓNIO COSTA, QUE É ESPECIALISTA NO “ENCONTRÃO”, E NÃO SÓ, VEIO LOGO DIZER : “OLHEM QUE EU EXISTO, E SÓ VIM A BANHOS PARA LISBOA

03- O SEGURO E O COSTA LEMBRARAM-ME LOGO OS CÃES DA MINHA EX-MULHER.

CHEGADO O CIO, RETALHAVAM O QUINTAL, EM PARCELAS, PINGANDO URINA A DELIMITAR A EXTREMA, QUAL REDE SEPARADORA.
CADELA QUE QUE GALGASSE A REDE, ERA CADELA “COMIDA” PELO GRANHÃO RESPECTIVO “PROPRIETÁRIO” DA PARCELA DELIMITADA, PELOS PINGOS DE URINA.

04- ESTE ANÚNCIO PREMATURO DA MORTE DO REI, É DE MAU GOSTO, E É, UMA CLARA SAFARDANICE.
SEGURO INTEGRA AGORA A “COLIGAÇÃO NEGATIVA”.
NÃO VAI LONGE.
ESQUECEU ELE QUE “ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES” , FAZENDO FÉ NA HISTÓRIA DO VIRIATO.´

05- A PARTIR DE AGORA, SERÁ PRECISO “DOBRAR A LÍNGUA”. QUAL SEGURO!!! QUAL QUÊ!!!
“O “GATO PINGADO SEGURO”, VESTINDO UM TERNO PRETO, QUE JÁ TIROCIONA NO ARMADOR FUNERÁRIO DO BAIRRO DELE.

06- ~ESTE PS , QUE NÃO É “POST SCRIPTUM”, MAS “PARTIDO SOCIALISTA”, É UMA MANTA DE RETALHOS MAL ALINHAVADA.

É UMA PENA.

MUDEI A MINHA EMENTA DIÁRIA.
TREINO COMER “SAPOS VIVOS”.
MAS CHEGUEI A CONCLUSÃO QUE O SAPO COSTA É O MENOS INDIGESTO.

UM ABRAÇO DO
ACÁCIO LIMA

Porfirio Silva disse...

Acácio Lima,
Normalmente eu não publicaria este seu comentário, por usar linguagem imprópria do debate político. Publico apenas para o dar como mau exemplo. Acho este "comentário" lamentável, tanto na intenção política como na forma. Não sei quem está a pretender defender com esta forma de escrever, mas de certeza que está a prestar um mau serviço a quem quer defender. Não se espante se, insistindo, eu nem publicar nem me dar ao trabalho de explicar. Isto ainda não é a Tchetchénia, caramba!

lima disse...

Quando se perde o Senso de Humor e não se descobre a Ironia, a Lucidez passa à Categoria de Adorno.

ACÁCIO LIMA

Porfirio Silva disse...

Não faz humor quem quer, mas quem sabe. Mesmo a ironia comporta um risco partilhado entre quem a faz e quem é suposto recebê-la, sendo difícil dar regimento exacto a essa partilha. Mas nem é isso que aqui me importa, que é o que segue.
Lamento, mas discordo do agora-sempre-presente recurso à qualificação de humor para justificar todo o tipo de linguagem. A "forma literária" da mensagem não justifica nem os termos nem a mensagem implícita. Já escrevi neste blogue sobre o abuso que se faz, neste e noutros países, da técnica do "humor" para se obter licença de dizer tudo e mais alguma coisa. Que, neste quadro, queira fazer-me de parvo (sugerir que eu é que não percebi o seu humor) e, nessa base, passar a atacar-me a mim, já é um pormenor que nem chega a ser muito relevante.