05/10/10

está ali hasteada uma bandeira monárquica


Até está hasteada em casa de um amigo, mais abaixo na minha rua.

No tempo da monarquia podiam hastear-se bandeiras republicanas nas casas republicanas, assim tranquilamente?

10 comentários:

catinga disse...

No tempo da monarquia até se podia ofender o Rei, chamando-lhe de tudo nas publicações republicanas (que eram várias).

Se há coisa que os republicanos tiveram foi liberdade de expressão.

catinga disse...

Por outro lado, convém dizer que, durante a Monarquia, não havia bandeiras republicanas mas sim símbolos dos partidos/organizações pró-república já que a atual bandeira só foi "criada" após o 5 de Outubro de 1910.

Porfirio Silva disse...

Ainda bem que a liberdade era tanta. Entretanto, "bandeiras republicanas" são símbolos republicanos, tal como a "bandeira monárquica" hoje em dia é apenas isso mesmo, ou parece-lhe que há mais do que uma bandeira nacional?

catinga disse...

Não me parece que a bandeira do PPM possa ser considerada um símbolo monárquico...

Ruaz disse...

É verdade que as publicações republicanas dos tempos finais da monarquia mostram muito mais do que irreverência relativamente à família real e aos dignatários desse regime. Uma irreverëncia que faz falta em qualquer época. Mas agora não há publicações anarquistas, nem a Gaiola Aaberta , nem o "jueves" de Espanha.Só temos o jornalismo de investigação...

Porfirio Silva disse...

Eu não sou especialista em bandeiras, nem monárquicas nem outras. E não me interessam nada as disputas intra-monárquicas. Mas sei reconhecer uma situação em que alguém ergue uma bandeira para afirmar a sua convicção monárquica.

catinga disse...

O que eu lhe quis explicar foi que, assim como a bandeira do PPM não é um símbolo monárquico, também as bandeiras das organizações que defendiam a República não eram bandeiras republicanas.

A bandeira da república só passou a haver depois do concurso promovido e que teve como resultado a atual bandeira nacional que é, também, a bandeira da República Portuguesa (nome oficial do Estado). Aliás, as bandeiras só são nacionais porque são dos regimes vigentes.

Mais do que isto são jogos de palavras sem qualquer interesse.

Porfirio Silva disse...

O seus jogos de palavras são, por definição (por serem seus), muito interessantes. Os jogos de palavras dos outros não têm interesse nenhum. Isso é evidente. Para alguma coisa existe um comentador chamado catinga, que é para definir o padrão de "interessante".
Mesmo que para si não tenha interesse nenhum, quando um português-não-especialista-nas-coisas-interessantes-para-catinga vê uma certa bandeira na rua, ou numa varanda, reconhece aí uma adesão à ideia monárquica. Era isso que eu estava a dizer - mesmo que a catinga não interesse nada o que o seu interlocutor estava a dizer.
Entretanto, sempre lhe agradeço penhoradamente por nos ensinar verdades tão profundas como "as bandeiras só são nacionais porque são dos regimes vigentes". Obrigado, mais uma vez, pelo esclarecimento. E eu a pensar que as bandeiras nacionais eram as que nasciam nos paus de bandeira por obra e graça da mãe natureza...

catinga disse...

Meu caro Porfírio, foi esta a terceira mas certamente a última vez que comentei no seu blog (dano nulo para o seu mundo).

Reconheço-lhe (ao blog) interesse mas devo dizer que considero a sua acidez/agressividade para com quem aqui comenta (dei-me ao trabalho de ler muitas outras respostas suas) qualquer coisa de lamentável. Se não está preparado para troca de ideias ou críticas (no meu caso até poderia ter invocado a sua ignorância - ou tendenciosismo -, relativamente ao laxismo censório no estertor da Monarquia, falha que você imediatamente tentou camuflar com questiúnculas sobre bandeiras...), então, é muito simples: cancele a possibilidade de os visitantes poderem deixar comentários ou, em alternativa, imagine um esquema paroquial onde apenas seja possível a alguns (por força, concordantes) deixarem comentários.

Sabe que esta coisa do debate (mais ou menos público) exige de nós alguma elegância e você, Porfírio, tem uma tremenda falta dela, que raio!

Um monárquico diria que há coisas que vêm com o nascimento mas, como não o sou (monárquico), nem tenho pretensões a fatalista, acredito que, algures entre as epistemologias, as poesias e umas boas doses de meditação, você consiga, ao menos, entender o valor da hospitalidade, algo que deveria praticar quando permite aos outros entrarem na sua "casa".

Atente às sábias palavras da Mafaldinha: "Na dúvida [ou na ignorância, acrescento], mantenha sempre o charme".

Porfirio Silva disse...

Catinga, como de costume nas outras vezes que aqui comentou, prega a elegância para os outros - mas não toma o chá para si. É, aliás, muito habitual em certos comentadores de blogues: acham muita piada às suas próprias graças (ou indirectas), mas tudo o que vem dos outros parece deselegante para os seus ouvidos (olhos). O que está acima (comentários anteriores) evidencia essa prática. Quer um exemplo simples? No seu último comentário diz que me meti por "questiúnculas sobre bandeiras" para camuflar a minha ignorância. Ora, basta ler a sequência de comentários para verificar quem meteu esta conversa por "questiúnculas sobre bandeiras".
Pode dar os conselhos que entender sobre o que quiser. São de borla. Mas, por favor, não se esqueça de seguir os seus próprios conselhos.