21/10/10

é d'A Barbearia do senhor Luís


Diz o Luís Novaes Tito:
A coisa menos interessante é verificar que alguém faz uma proposta para, em troca, se abster na votação daquilo que propõe.
Para saber qual é a coisa mais interessante: Ainda a estória do coelho e do consultor, na tal Barbearia.

8 comentários:

Tiago Tibúrcio disse...

Por acaso até acho que pode fazer sentido. A abstenção, neste caso, equivale a viabilizar o OE, o q é uma tomada de posição política relevante. Esta vale para a totalidade do documento, na votação final global. Isto não ivalida que os partidos, em fase de especialidade, os partidos votem favoravelmente as propostas com as quais concordem. Creio que seria este o caso.

Porfirio Silva disse...

Tiago,
Pode ser. Isso faz sentido. A abstenção pode ser uma arma! Mas, a meu ver, a abstenção tem sido pau para toda a colher. A abstenção tem substituído a negociação séria que deveria estar virada para tentar chegar a acordo. E um acordo que não merece o empenhamento de todos aqueles que o "cozinharam"... tem alguma coisa estranha. Mas é assim a política à portuguesa: jogos de sombras. A menos de um ano das últimas eleições, note-se.

Paulo Lobato disse...

Quando a generalidade das pessoas (da direita à esquerda) pressiona para que o OE seja aprovado em quaisquer circunstâncias, o que é que seria suposto acontecer?

Porfirio Silva disse...

A "generalidade das pessoas" é mais inteligente a perceber o que se passa do que temos tendência a pensar. Se as pessoas vissem alternativas realistas em cima da mesa, quereriam que elas fossem tidas em conta e penalizariam quem fizesse ouvidos de mercador. Mas as mesmas pessoas, embora não gostando que lhes cortem nos rendimentos, percebem quando as únicas alternativas que se lançam para a mesa são só fumaça, de exequibilidade duvidosa.

الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن disse...

A "generalidade das pessoas" é mais inteligente a perceber o que se passa do que temos tendência a pensar....olhe que não

o funcionalismo público está em pé de guerra
é duvidoso que haja rendições

Porfirio Silva disse...

O comentador anterior contesta que seja verdade que «A "generalidade das pessoas" é mais inteligente a perceber o que se passa do que temos tendência a pensar». Será uma questão de sabermos se nos pomos do lado da "generalidade" ou do outro lado (o lado que não percebe). Mas, aí, cada um sabe de si.

Paulo Lobato disse...

No caso concreto, há uma clara conexão entre inteligência e inevitabilidade.
O governo só interveio (e bem) no BPN não porque o desejasse mas sim porque era inevitável; nesta perspectiva foi uma decisão inteligente e, também, apoiada pela "generalidade das pessoas".

Pedro Carvalho disse...

A "generalidade das pessoas é mais inteligente a perceber o que se passa do que temos tendência a pensar...” olhe que sim. O funcionalismo público está em pé de guerra? É duvidoso que haja rendições? Por certo as pessoas não virão à rua agitar bandeiras para agradecer o corte nos salários. Mas saberão perceber que esse corte equivale a 30000 empregos. E saberão ponderar entre ter e não ter emprego. Desde o governo Durão que a direita pretende reduzir 200000 empregos públicos. A generalidade das pessoas é mais inteligente a perceber isso do que temos tendência a pensar. É sim senhor.