28/09/10

uma posta a puxar para o populismo, para ir na onda da política nacional.


Passos Coelho ouve economistas na véspera de audição com Cavaco.

Só agora é que Passos Coelho vai ouvir economistas? Pensei que já andasse a ouvir. Vários. Um para cada dia da semana. Sempre com opiniões diferentes. Seria uma explicação para os ziguezagues.
Entretanto, se o homem vive mesmo em Massamá, podia ouvir... os vizinhos, por exemplo. Alguns saberão mais da vida do que alguns economistas, de certo. É que "os economistas" têm muita tendência para não terem vizinhos. De carne e osso, claro.

4 comentários:

Vega9000 disse...

Boa tentativa. Mas acho que em termos de populismo, nada bate os Mercedes dos administradores...
;)

Porfirio Silva disse...

Por acaso esse comentário levanta questões interessantes. Na realidade, normalmente eu até tenderia a achar a posta do Mercedes uma posta populista. Mas, na verdade, a insensibilidade de certos "detentores de cargos" públicos ou quase-públicos, torna-se chocante. Por quê? Por representar uma completa ausência de compreensão do problema da legitimidade. Nem tudo o que é "legal" é "legítimo". E nem tudo o que é "administrativamente racional" é racional-sem-adjectivos. Pela simples razão de que o contexto não é uma batata - salvo para aqueles que navegam num mar de indiferença. E a indiferença é o cancro das nossas sociedades.

Vega9000 disse...

Porfírio, no caso dos Mercedes e demais gastos considerados "sumptuosos", acho que é daqueles casos onde o populismo se justifica. E tem toda a razão, nem tudo o que é "legal" deve ser considerado "legítimo", sob pena de se tornar o novo "normal". Aí entra o senso-comum de quem é responsável por essas decisões. No caso das empresas públicas, e ao contrário do BE, acho que há mais a mentalidade de como "é de todos", então "não é de ninguém". E sendo assim, "É meu". Acho que há muita falta de sentido de responsabilidade, do sentido de estar a gerir a coisa pública. Ou seja, há falta de sentido de estar responsável por algo que é dos outros.
Se calhar, devíamos adoptar o termo inglês "public servants" para ver se entendiam...

Porfirio Silva disse...

Ora aí está uma alteração de terminologia que seria pedagógica, concordo.
E também concordo com o demais que escreveu.