21/08/10

quando as primaveras acabam

2 comentários:

jaime disse...

Como é que um defensor fanático do PS como você se põe a falar da luta contra o comunismo?
Você, em relação a Sócrates e aos seus horríveis dois governos, tem a mesma atitude fundamentalista e cega dos comunistas que defendem Estaline, a Coreia do Norte e os irmãos Castro.

Embora saiba que os seus óculos ideológicos o impedem de se confrontar com os factos, experimente ler isto:

1 - http://economia.publico.pt/Noticia/moodys-preve-que-portugal-falhe-metas-de-defice-e-divida-em-2010-e-2011_1452523

2 - http://publico.pt/Sociedade/pgr-pede-explicacoes-sobre-dificuldades-falhas-e-morosidade-do-processo-freeport_1452530

Porfirio Silva disse...

Bem sei que há na blogosfera um truque que consiste em dizer coisas bastante tolas nas caixas de comentários para conseguir por essa via reacções que sirvam de publicidade às blogadas dos subscritores. Normalmente, por este comentário poder caber nessa categoria de truque, seria candidato a não ser publicado. Contudo, por questões pedagógicas, publico o comentário para lhe responder, como segue.

É sinal de grande menoridade moral misturar o que não deve ser misturado para instrumentalizar a história ao serviço de objectivos políticos imediatos. No caso do comentário jaimiano, misturar as opiniões sobre o governo do momento com o posicionamento face a um acontecimento histórico da maior relevância para a Europa das últimas décadas seria apenas intelectualmente indigente - se não fosse moralmente repugnante. Sinto um genuíno nojo por quem mete tudo o que fundamentalmente importa, e devia estar acima da mesquinha das aragens, no seu privado caldeirão de ódios pequeninos e baixinhos. Só um ignorante - ou um criminoso - confunde Estaline e a Coreia do Norte com o Portugal dos nossos dias.

Quanto ao resto, ao meu suposto fanatismo e aos meus óculos ideológicos, estamos conversados: quem escreve as tolices jaiminas que constam do comentário acima não mostra sequer inteligência suficiente para ajuizar do que eu escrevo - porque se lesse ou compreendesse o que eu escrevo pensaria duas vezes antes de dizer o que disse. Contudo, o seu problema não parece ser sequer de inteligência, mas antes de senso moral: não misturar alhos com bugalhos, atropelando a história de passagem, é algo que lhe parece aceitável. A mim, não.